ACELERAÇÃO INDUSTRIAL
Ao longo do século XIX, o
capitalismo ganhou um forte impulso na Europa , nos Estados Unidos e no Japão,
embalado por uma industrialização acelerada conhecida como Segunda Revolução
Industrial. O historiador Eric Hobsbawm atribuiu esse fenômeno a dois fatores
principais:
·
o extraordinário crescimento dos mercados
consumidores europeus;
·
os capitais acumulados na Europa na Primeira
Revolução Industrial, iniciada em fins do século XVIII.
A segunda Revolução Industrial caracterizou-se pela estreita
relação entre ciência e
Tecnologia,
ou seja, pela aplicação da pesquisa à descoberta de novas tecnologias na
industria,nos transportes e nas comunicações.
Quanto a industria, o engenheiro
inglês Henry Bressemer descobriu, em 1856, um processo para transformar o
ferro-gusa em aço, material mais duro, mais maleável e mais resistente do que o
ferro. Com a invenção de Bressmer, o aço tornou-se também mais barato e, foi
substituindo o ferro em vários ramos da industria.
Na época, foi inventado o
gerador – aparelho que transforma a energia mecânica em elétrica -, o que
possibilitou o aproveitamento da energia elétrica em industrias.
Sendo Produzida pela água, a
energia elétrica relativamente barata pode ser usada também em residências.
Para isso colaborou a lâmpada elétrica de filamentos, inventada em 1881 por
Thomas Alva Edison.
Os transporte também passaram
por uma verdadeira revolução com a substituição de cavalos por locomotivas, o
crescimento da malha ferroviária e o uso do barco a vapor para o transporte de
pessoas e mercadoria. O aproveitamento do petróleo e dos seus subprodutos –
como a gasolina e o diesel – no motor de explosão foi outro avanço decisivo
naquela época. Isso permitiu que Henry Ford e Karl Bens, entre outros,
fabricassem os primeiros automóveis por volta de 1880.
No século XIX, as comunicações também
ganharam forte impulso com a invenção do telegrafo, em 1836, e do telefone, em
1876.
O telégrafo significou um enorme avanço
nas comunicações e foi rapidamente absorvido pelo mundo dos negócios. Por volta
de 1866, o cabo transatlântico entrou em funcionamento, permitindo a
comunicação telegráfica entre várias partes do globo.
Bicicletas, relógios, máquinas de
costuras a pedal, utensílios domésticos, como panelas e formas, passaram a
fazer parte de liquidações periódicas que incentivavam as pessoas a comprar a
crédito, e cada vez mais.
TAYLORISMO – FORDISMO
E PRODUTIVIDADE
Visando a racionalização do
processo produtivo e o aumento do lucro,
o norte-americano Frederick W. Taylor (1865 – 1915) propôs “a administração
cientifica do trabalho”, teoria segundo a qual a produção de cada trabalhador podia
ser medida cientificamente.Bastava, para isso, controlar seus movimentos,
fazendo-o evitar gestos desnecessários e impondo um ritmo e uma quantidade a
ser produzida por dia.
A partir de 1913, o empresário
Henry Ford aplicou o taylorismo na sua fábrica de automóveis Ford Motor
Company, e inovou introduzindo esteira rolantes que conduziam o chassi e demais
peças do automóvel pela fabrica, enquanto operários perfilados nas laterais, e
executando uma única tarefa, iam montando o veiculo. A adoção do sistema
taylorista-fordista na fabrica da Ford fez crescer a produtividade e o lucro
das empresas; para os operário, no entanto significou aumento de trabalho
repetitivo.
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