ELEIÇÃO E RENÚNCIA DE DEODORO DA FONSECA

               Conforme previa a nova Constituição, coube aos integrantes do Congresso Nacional escolher  presidente da Republica e seu vice. As duas chapas foram inscritas. Uma delas era constituída pelo Marechal Deodoro da Fonseca, como candidato a presidente, e pelo almirante Wandenkolk, como vice. A outra tinha como candidato a presidente o paulista Prudente de Morais e o Marechal Floriano Peixoto como vice.
               Segundo as regras da época, presidente e vice eram escolhidos com votos separados. Isso permitiu a eleição de marechal Deodoro a presidente e Floriano Peixoto como vice.
               O novo mandato do marechal Deodoro da Fonseca foi marcado por uma serie de atritos entre o presidente e o Congresso.
               Na área econômica, os parlamentares exigiam do governo uma reforma que corrigisse os problemas deixados pela política do encilhamento. No plano político, as freqüentes intervenções do presidente nos estados, feria o principio da federação estabelecida na Constituição e ameaçava os interesse dos republicanos civis.
               Para piorar a situação, o apoio a Deodoro diminuía, inclusive nas Forças Armadas. A situação foi agravada quando o Congresso aprovou um projeto de lei. Que restringia o poder do presidente. Entendendo a medida como uma ameaça. O marechal vetou o projeto e determinou o fechamento do Congresso, provocando a reação dos políticos de oposição, das forças Armadas e até de parte dos trabalhadores, que também reagiam contra o elevado o elevado custo de vida.
               Diante de tantas pressões e temendo uma guerra civil, Deodoro da Fonseca renunciou ao cargo em 23 de novembro de 1891, sendo substituído pelo vice Floriano Peixoto.
O GOVERNO DE FLORIANO PEIXOTO
               Para ABAFAR os conflitos entre diversos projetos republicanos, o novo presidente governou de forma autoritária. Entre seus admirados, ele ficou conhecido como o “consolidador da Republica”, Mas o freqüente uso da força para repreender seus opositores lhe render também o apelido de “Marechal de Ferro”.
               Floriano logo reabriu o Congresso, conquistando, assim, a adesão dos seus membros. Já o apoio das camadas populares veio aos poucos, conforme eram implantadas medidas que atendiam às suas necessidades, como a diminuição dos impostos sobre a carne, o controle do valor dos alugueis e a construção de casas.
               Apesar disso, o presidente sofreu forte oposição de civis e militares. Nos estados, ele substituiu os governantes partidários do ex-presidente Deodoro. Sentindo-se lesados, estes passaram a exigir a convocação de novas eleições, apoiando-se na Constituição. Esta determinava que, no caso de vacância da presidente nos dois primeiros anos do mandato, deveria ocorrer nova eleição. Floriano e seu apoiadores, por sua vez, afirmavam que tal determinação só deveria ser aplicada se o presidente tivesse sido eleito diretamente, e não pelo Congresso, como foi seu caso.
               No inicio de 1892, levantes armados exigindo novas eleições foram sufocadas e seus lideres presos. No ano seguinte explodiu a Revolta da Armada (1893-1894), Sob o comando do almirante Custódio de Melo e Saldanha da Gama, oficiais da Marinha tomaram alguns navios no Rio de Janeiro para exigir a destituição do presidente.
               A Resposta de Floriana foi dura. Os enfrentamentos duraram meses, até a vitória dos governistas em março de 1894. Uma parte dos militares revoltosos se exilou em Portugal, outra foi presa e um terceiro grupo rumou para o Rio Grande do Sul, a fim de apoiar um levante que ali ocorria, a chamada Revolução Federalista.
               A medida que os opositores eram vencidos, o governo espalhava noticias de que os revoltosos eram monarquistas ou separatistas. Assim, o marechal Floriano ampliava ainda mais o seu apoio no seio da sociedade.                        

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