PROF. IDEMAR - OCUPAÇÃO DA AMÉRICA

ESCOLA ESTADUAL PAULO KOBAYSHI
Professor: Idemar
Disciplina: Historia
Curso : 1º do Ensino Médio Turma – A – B




OCUPAÇÃO DA AMÉRICA

              
Lagoa Santa, em Minas Gerais, tem um significado especial. Ali ainda no século XIX, realizaram-se as primeira pesquisas arqueológicas no Brasil. Chefiadas pelo dinamarquês Peter Lund (1801-1880). Mais tarde foram descobertos vestígios de um grupo de seres humanos que ficou conhecido como Homem de Lagoa Santa.
               Em 1975, localizou-se um crânio. Para grande surpresa, as pesquisas demonstraram que era, era até então o fóssil mais antigo da América, com idade entre 11 mil e 13 mil anos. Além disso, os estudos indicaram tratar-se de uma mulher, a quem os arqueólogos denominaram Luzia.
               O crânio de Luzia é uma das mais antigas evidencias da presença humana na América do Sul, Integra, hoje, o acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista ( Rio de Janeiro)                



O POVOAMENTO DO CONTINENTE
               

Peter Lund, o arqueólogo que descobriu o sítio de Lagoa Santa, no século XIX, considerava que o gênero humano tinha se desenvolvido na própria América, sendo, portanto, autóctone. Mas essa interpretação jamais se comprovou cientificamente, prevalecendo a tese do aloctonismo, isto é, a de que o continente americano foi povoado a partir de migrações milenares.
               A convicção sobre a origem alóctone das populações americanas surgiu na própria época colonial. Desde que os europeus chegaram à América, no final do século XV surgiram variadas especulações sobre a origem dos povos que habitavam o continente. Naquele tempo, predominavam as explicações Bíblicas. Alguns cronistas diziam que os nativos descendiam de Cam – segundo a Bíblia, o pior dos filhos de Noé, por ser demasiado insolente. Outros afirmavam que os nativos da América descendiam das doze tribos perdidas de Israel – aquelas que se dispersaram quando fugiram do cativeiro do Egito.
               Mas, já no século VXI, houve quem duvidasse das explicações bíblicas para o povoamento da América, incluindo padres. O jesuíta José da Costa, por exemplo sugeriu que o continente foi povoado por caçadores vindos da Ásia. Essa teoria acabou desenvolvida no final do século XIX pelo etnólogo orte-americano D.G. Brington, para quem o povoamento ocorreu há cerca de 40 mil anos, pelo ponto geográfico mais próximo entre a Ásia e a América: o estreito de Bering.
               Pesquisas recentes reforçaram essa tese. Mas sabe-se que há 40 mil anos, ou mesmo 20 mil anos, não havia embarcações capazes de atravessar o estreito. Sugeriram, então, que a retenção das águas nas geleiras durante a última glaciação fez baixar o nível do mar, permitindo o surgimento de um subcontinente, a Beringla, que podia ser atravessado por terra.
               Caso essa Hipótese esteja correta, os primeiros povoadores da América chegaram ao continente a pé! Alias, o estreito de Bering, quando se congela, pode ser ainda hoje atravessado dessa forma ... Os indícios mais concretos hoje existentes, entretanto, mostram que levas migratórias passaram por essa rota entre 15000 e 10000 a.C.
               Embora se admita que o caminho de Bering tenha sido o principal e mais antiga rota de entrada para a América, muitos pesquisadores ao longo do tempo sugeriram outros focos de povoamento. Nas primeiras décadas do século XX, o etnólogo Paul Rivet, por exemplo Fundador do Museu do Homem, em Paris (1937), indicou diversas ondas de povoamento entre 6000 e 3000 a.C., proveniente da Ásia, Austrália e dos arquipélagos do Pacifico, as ilhas polinésias e melanésias.
               Mesmo criticado pelo exagero das hipóteses, Paul Rivet tinha a seu favor um argumento indiscutível: a impossibilidade de se terem formados, em pouca dezenas de milênios, mais de 2.600 línguas no continente a partir de um único movimento migratório. No decorrer do século XX, as hipóteses de River Foram aperfeiçoadas; hoje é certo que ocorreram levas de povoamento proveniente das ilhas do Pacifico, sobre tudo entre 3000 e 2500ª.C.        

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