SITIOS ARQUEOLOGICOS BRASILEIROS
               Tratar sobre quem habitava o Brasil há muitos milhares de anos é um contra senso histórico. Afinal, nessa época, não existia nenhum Brasil, Mas, no domínio da pesquisa arqueológica, os países nada mais são que territórios, onde importam os sítios arqueológicos, os lugares onde há vestígios a serem pesquisados a partir de escavações cientificas.
               A evidencia mais antiga de vida humana no lugar hoje conhecido como Brasil foi localizado no atual estado de Minas Gerais: um crânio encontrado pela bioespeleóloga Lilia Senna Horta, em Lagoa Santa, com idade entre 11 mil e 13 mil ano. Os trabalhos como vestígios foram iniciados em 1975e encerrados em 1998.
               Estima-se que o crânio pertencia a um individuo com idade entre 20 a 25 anos. Muito ainda precisa ser esclarecido sobre esse fóssil. Houve até mesmo discussões sobre se o fóssil era homem ou mulher. Os partidários de que o fóssil era de uma mulher chegaram a batizá-lo de Luzia – e essa é a forma pela qual hoje mais conhecido.
               Outras evidencias arqueológicas no atual território do Brasil encontra-se nos sambaquis, também conhecidos como concheiros ou casqueiros – verdadeiros aglomerados de material orgânico semelhantes a conchas, onde se encontram fósseis e restos de atividades humanas.
               Os sambaquis mais antigos datam de 6000 a.C,, pertencendo à fase do Neolítico. Eles provêm de povos que usavam pontas de pedra polida. Os sítios arqueológicos de sambaquis mais importantes no Brasil são os do litoral de Santa Catarina, em especial o de Laguna e o de Nova Camboriú, no município de Jaguaruna.
OS HABITANTES DOS SAMBAQUIS
               Em 2006 foram divulgados os resultados de importante pesquisa realizada no Laboratório de Estudos Evolutivos da Universidade de São Paulo. O Biólogo Mark Hubbe analisou 22 esqueletos encontrados em sítios de sambaquis localizados no Porto do Rio Vermelho, em Santa Catarina, estimando sua datação em 1.200 anos.
               O pesquisador constatou que cinco esqueletos eram de crianças, seis de homens e oito de mulheres. Os demais estavam muito fragmentados para se determinar o sexo dos indivíduos. Também constatou que os habitantes dos sambaquis viviam de pescas e de coleta de moluscos. Quase não consumiam vegetais. Embora aparentassem boa saúde bucal os esqueletos traziam marcas de infecções de artrites e artroses. Em alguns casos registrou-se a ocorrência de caries.             

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