ESCOLA ESTADUAL PAULO
KOBAYAHI
Professor: Idemar Noronha;
Disciplina: História
Turmas: 3º ano A – B;
A CRISE ECONÔMICA DE 1929 E SEUS EFEITOS MUNDIAIS;
O
boom econômico norte-americano nos anos 1920 foi acompanhado por uma forte
febre de especulação na Bolsa de Valores de Nova York, localizada em Wall
Street.
A partir de 1927, pequenos
comerciantes, médicos e grandes investidores passaram a aplicar suas economias
ou sobras em ações que, na época, muitos acreditavam ser a melhor forma de
ganhar dinheiro sem fazer esforço. O fato é que, desde aquela data, os preços
das ações vinham disparando. Um exemplo era o da General Eletric: entre março
de 1928 e setembro de 1929, as ações dessa empresa norte-americana passaram a
valer cerca de três vezes mais.
Contagiados pela febre dos
lucros fácil, muitos empresários especulavam aumentando artificialmente os
preços das ações de suas empresas, estimulando com isso a corrida às bolsas de
valores. Depois de uma alta espetacular no primeiro semestre de 1929, os preços
não correspondiam mais, nem de longe, a real situação das empresas; mesmo as
que encontravam “no vermelho” viram as cotações de suas ações subirem muito
acima do esperado.
Até que, em dado momento, percebendo
que o valor de suas ações tinha subido exageradamente, milhares de investidores
começaram a oferecê-las à venda. E, como não havia compradores elas para elas
em numero suficiente, os preços desabaram, atingindo os piores níveis na
terça-feira, 29 de outubro, dia do crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova
York. O fato marcou o inicio da maior crise da história do capitalismo, que
ficou conhecida como Grande Depressão (1929-1933).
Com a queda da Bolsa houve uma corrida aos bancos para a
retirada das economias, o que levou os bancos a fecharem suas portas. Entre
1929 e 1932, verificou-se a falência de 3.463 bancos e de 84 mil industrias.
Outras diminuíram drasticamente suas produção. Conseqüentemente, milhões de
norte-americanos conheceram o desemprego e a fome. Uma particularidade da crise
dos Estados Unidos foi o extraordinário aumento de crédito ao consumidor.
Quando ela se instalou, milhões de pessoas deixaram de pagar sua prestações.
O desdobramento mais terrível da
Grande Depressão para os assalariados foi o desemprego, que atingiu níveis
altíssimos e sem precedentes na história do capitalismo, em vários países do
mundo.
Mas a crise não atingiu a todos
da mesma maneira. Os mais pobres, entre os quais estavam os negros e os
latinos, foram os mais duramente atingidos.
AS RAZÕES DA GRANDE
DEPRESSÃO
È consenso entre a maioria dos
estudiosos que a Grande Depressão foi provocada por múltiplas razões, entre
elas:
A concentração de riquezas. Sabe-se que, em 1929 (ano da
quebra), 13% da população do país mais rico do mundo era dona de 90% da riqueza
nacional, enquanto, 21% recebiam 83 dólares por mês, quando precisariam ganhar
pelo menos o dobro para ter uma vida digna. Alem disso, durante a década de
1920, os salários dos trabalhadores da industria e do comércio se mantiveram
achatados , o que acabou restringindo o consumo. O resultado disso foi o
acúmulo de estoques.
A crise agrícola. Com a modernização ocorrida no campo e o
aumento crescente da oferta de gêneros agrícolas, os preço mantiveram-se baixos
durante toda a década de 1920, obrigando os agricultores a pedirem empréstimos
aos bancos. Com o cresh de 1929, muitos deles não puderam pagar suas dividas e
perderam para os bancos as terras que haviam sido obrigados a hipotecar.
TRABALHO DE HISTÓRIA PARA TODOS OS ALUNOS DO 3º ANO
A IMPORTÂNCIA DA CRISE DE 1920 NA ECONOMIA BRASILEIRA E QUAIS
FORAM OS MECANISMOS USADOS PELO GOVERNO BRASILEIRO PA RESOLVER OS PROBLEMAS.
Os trabalhos deverão ser entregues ou postados no e-mail do
professor.
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