ESCOLA ESTADUAL PAULO KOBAYASHI
Curso: Ensino Médio;
Disciplina: História;
Turmas: 3º ano A – B –
Professor: Idemar Noronha;
Tema: A Guerra Civil Espanhola
Entre o final do século XIX e as
primeiras décadas do século XX, a Espanha viveu Seguidas crises econômicas. Com
Poucas industrias, o país era incapaz de competir com país europeus
desenvolvidos. Tinha perdido ainda suas ultimas colônias Ultramarinas, entre
Cuba, Porto Rico e Filipinas. Além disso, os últimos governos monárquicos dos
Bourbon Tinham alijado a maioria da população das decisões nacionais.
Assim, levantes revolucionários
e contestatórios surgiram por diversas vezes, como o de 1909, em Barcelona,
aniquilado pela força militar do governo, e as greves de 1917. Esses movimentos
contavam com o apoio de organizações trabalhistas, como a União Geral dos
Trabalhadores (UGT) e a Confederação Nacional do Trabalho(CNT). Em
1923, a crise e a instabilidade política abriram espaço para o general Primo de
Rivera dissolver o Parlamento (Cortes) e impor uma ditadura apoiada pelo rei
Afonso XIII. Em 1931, porem grupos contestatórios proclamaram a Republica e
puseram fim ao governo do general.
Aprovou-se uma nova Constituição
que adotava o sufrágio universal, permitia a liberdade de reunião e associação
e reconhecia a autonomia das diversas nacionalidades, como bascos, catalães e
galegos.
Essas medidas, no entanto, não
foram recebidas por todos os espanhóis, que se dividiram em dois pólos opostos.
De um lado, cresceram as atuações dos movimentos de direita, organizados em
torno dos partidos tradicionais. De outro, formou-se uma ampla aliança das
esquerdas, interessadas em deter o avanço da direita, garantir o regime democrático
e promover transformações mais
amplas
da sociedade.
Quando, nas eleições de 1936, os
partidos de esquerda que formavam a Frente Popular saíram vitoriosos,
opositores de direita deram um golpe de Estado. Sob a liderança de Francisco
Franco. A maioria das grandes cidades e regiões industriais permaneceu fiel ao
governo republicano, assim, o país ficou dividido, iniciava-se a Guerra
Civil Espanhola.
Os
golpistas passaram a receber ajuda da Itália fascista e da Alemanha nazista,
que transformaram a Espanha num local de testes para seus novos armamentos.
Durante a Guerra Civil foram
freqüentes os bombardeios aéreos sobre áreas controladas pelo governo
republicano, causando inúmeras vitimas, especialmente crianças.
A primeira participação nazista
na Guerra Civil Espanhola ocorreu em Guernica, pequena cidade na região do Pais
Basco, considerada símbolo da resistência separatista desse povo. Em 26 de
abril de 1937, a cidade foi bombardeada pelos aviões alemães da Legião Condor.
O bombardeio provocou sua destruição total, com várias centenas de mortes. Foi
o primeiro ataque aéreo da História feito a uma localidade européia
desmilitarizada.
Em resposta, o governo
republicano recebeu ajuda da União Soviética e de voluntários antifascistas de
muitas nacionalidades, que formavam as chamadas Brigadas Internacionais.
Todavia, as forças
republicanas não resistiram ao poder militar dos fascistas e foram derrotados.
Entre as razões do fracasso estão as disputas internas entre diversas facções
políticas, como anarquistas, socialistas e democratas, Além disso, países de
governo liberal, como Inglaterra e França, não apoiaram os republicanos.
A Guerra Civil deixou um saldo
de mais de 500 mil mortos e diversas cidades destruídas.
A vitória da direita, em 1939,
levou Franco ao poder. Com ele, emergiu uma forma de governo nos moldes do
fascismo, apoiado pela igreja, por banqueiros, por grande industrias e pelo
único partido político permitido, a Falange Espanhola Tradicionalista.
A censura, a repressão aos
movimentos populares e o autoritarismo seriam as marcas da Espanha Franquista.
O regime sobreviveu até a morte de Franco, em 1975.
Por ter envolvido diversos povos
e facções ideológicas, a Guerra Civil Espanhola foi considerada por muitos
historiadores um verdadeiro ensaio para o que viria a ser a Segunda Guerra
Mundial.
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