ATIVIDADE LÍNGUA PORTUGUESA-PROFª VILMARA
ATIVIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA PROFª
VILMARA/TURMA 1ºA ,1ºD
Para
falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer a variedade padrão da língua
portuguesa, saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. O texto
abaixo é um exemplo desse fato. Nele o autor brinca com situações de discurso
oral que fogem à expectativa do ouvinte. Leia-o e responda as questões a
seguir.
Aí,
galera
Jogadores de futebol podem
ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de
futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
– Aí, campeão. Uma
palavrinha pra galera.
– Minha saudação aos
aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou
no recesso dos seus lares.
– Como é?
– Aí, galera.
– Quais são as instruções do
técnico?
– Nosso treinador vaticinou
que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de
preparação, aumentam as probabilidades de recuperado o esférico, concatenarmos
um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade,
valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela
reversão inesperada do fluxo
da ação.
– Ahn?
– É pra dividir no meio e ir
pra cima pra pegá eles sem calça.
– Certo. Você quer dizer
mais alguma coisa?
– Posso dirigir uma mensagem
de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma
pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
– Pode.
– Uma saudação para a minha
progenitora.
– Como é?
– Alô, mamãe!
– Estou vendo que você é um,
um...
– Um jogador que confunde o
entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que
o atleta seja um ser algo
primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
– Estereoquê?
– Um chato.
– Isso.
Verissimo, Luis Fernando. Aí, galera. Correio Brasiliense,
Brasília, 13 maio 1998.
1 ) O texto retrata duas situações
relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:
a) a saudação do jogador aos fãs do
clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.
b) a linguagem muito formal do jogador,
inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com desenvoltura,
de modo muito rebuscado.
c) o uso da expressão “galera”, por
parte do entrevistador, e da expressão “progenitora”, por parte do jogador.
d) o desconhecimento, por parte do
entrevistador, da palavra “estereotipação”, e a fala do jogador em “é pra
dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça”.
e) o fato de os jogadores de futebol
serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado
não corresponder ao estereótipo.
19/08/20
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