ESCOLA ESTADUAL PAULO KOBAYASHI
Curso: Ensino Médio;
Disciplina; Filosofia;
Professor: Idemar:
Turmas: A – B – C – D;
A FILOSOFIA POLÍTICA:
Na conversa diária, usamos a
palavra política em vários sentidos. Por exemplo, para alguém
muito intransigente aconselhamos ser “mais político”; nos referimos também à
“política” da empresa, da escola ou da Igreja, como expressões da estrutura de
poder interno, Há também um sentido
pejorativo de política, quando pessoas desencantadas, devido às denúncias de
corrupção a violência, associam indevidamente política à “politicagem”, falsa
política em que predominam os interesses particulares sobre os coletivos.
Afinal, de que trata a política?
A política é a arte de governar,
de gerir o destino da cidade. Se acompanharmos o movimento da história, veremos
que essa definição adquire nuanças as mais diferentes conforme a época, assim
como variam as expectativas a respeito de como deve ser a ação do político.
Múltiplos são os caminhos, se
quisermos estabelecer a relação entre política e poder; entre poder, força e
violência; entre autoridade, coerção e persuasão; entre Estado e governo etc.
Por isso é complicado tratar de política “em gera”. É preciso delimitar as
áreas de discussão.
PODER DA FORÇA
A política trata das relações de
poder. Poder é capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos
desejados sobre indivíduos ou grupos humanos. O poder supõe dois pólos: o de
quem exerce e o daquele o qual o poder é exercido, Portanto, o poder é uma
relação ou um conjunto de relações a que alguém exerça o poder, é preciso que
tenha força, entendida como instrumento para o exercício do poder. Quando
falamos em força, é comum pensar-se imediatamente em força física, coerção,
violência. Na verdade, este é apenas um dos tipos de força. Assim diz o
filósofo francês Gerard Lebrun: Se, numa democracia, um partido tem peso
político, é porque tem força para mobilizar um certo número de
eleitores. Se um sindicato tem peso político, é porque tem força para flagrar
uma greve. Assim, força não significa necessariamente a posse de
meios violentos de coerção de meios que
me permitam influir no comportamento de outras pessoa. A força não é sempre (ou
melhor, é rarissimamente) um revolver apontado para alguém; pode ser o charme
de um ser amado, quando me extorque alguma decisão (uma relação amorosa é,
antes de mais nada, uma relação de forças; conferir as Ligações perigosas, de
Laclos). Em suma, a força é a canalização da potencia, é a sua determinação. E
é graças a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou,
mais especialmente, políticas.
ESTADO E
LEGITIMIDADE DO PODER
Entre
tantas formas de força e poder, as que nos interessam neste capitulo referem-se
à política e, em especial, ao poder do Estado que, desde os tempos
modernos(século XVIII), configura-se como a instância por excelência do
exercício do poder político em várias áreas da vida pública.
Embora a força física seja
condição necessária e exclusiva do Estado para o funcionamento da ordem na
sociedade, não é condição suficiente para a manutenção do poder. Ele precisa
ter legitimidade, que se configura pelo consentimento dos governados. Ao longo
da história humana foram adotados os mais diversos princípios de legitimidade
do poder:
·
nos Estados teocráticos, o poder legitimo vem da
vontade de Deus.
·
nas monarquias hereditárias, o poder é
transmitido de geração a geração e mantido pela força da tradição;
·
nos governos aristocráticos, apenas os melhores
exercem funções de mando; o que se entende por melhores varia conforme o tipo
de aristocracia: os mais ricos, os mais fortes, os de linhagem nobre ou, até,
os da elite do saber;
·
na democracia, o poder legitimo nasce da vontade
do povo.
A discussão a respeito da legitimidade do poder é importante
na medida em que a obediência é prestada apenas ao poder consentido, situação
na qual é voluntária e, portanto, livre. Caso contrário, abre-se a brecha do
direito do cidadão à resistência.
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