ESCOLA ESTADUAL PAULO KOBAYASHI
Curso: Ensino Médio;
Disciplina: Filosofia;
Professor: Idemar Noronha;
Turmas: 1º Ano – A – B – C – D;

A FRAGILIDADE DA DEMOCRACIA

               Embora a democracia sela a antítese de todo poder autoritário, o exercício do poder muitas vezes perverte-se nas mãos de quem o detém.. Por exemplo, a transparência é um atributo do espaço democrático, por isso o jurista e filosofo italiano Norberto Bobbio prefere definir a democracia como o “poder em publico”, justamente no sentido de que os governantes devem tomar suas decisões às clara, para que os governantes “vejam” como e onde os tomam. No entanto, Bobbio adverte que o poder tem uma irresistível tendência a esconde-se, sobretudo quando se trata de governos autocráticos:
               A estratégia do poder autocrático pertence não apenas o não dizer, mas também   o dizer em falso: além do silêncio, a mentira. Quando é obrigado a falar, o autocrata pode servir-se da palavra não para manifestar em público as suas próprias e reais intenções, mas para escondê-las. Pode fazê-lo tanto mais impunemente quanto mais os súditos não têm à disposição os meios necessário para controlar a veracidade. daquilo que lhe foi dito. [...] O povo, ou não deve saber, porque não é capaz de entender, ou deve ser enganado, porque não suporta a luz da verdade.
               Aceitar a diversidade de opiniões, o desafio do conflito, a grandeza da tolerância, a visibilidade plena das decisões é exercício de maturidade política. Por isso mesmo, a democracia é frágil e não há como evitar o que faz parte da sua própria natureza. Se ela permite a expressão de pensamentos divergentes, entre eles surgirão os que combatem a democracia tentando impor seu ponto de vista. Havendo também aqueles que pretenderão homogeneizar os pensamentos e as ações. Entre esses riscos, assombram a ditadura e/ou o totalitarismo.

O AVESSO DA DEMOCRACIA TOTALITARISMO E AUTORITARISMO

               Na história do mundo sempre existiram tiranias. Em virtude de privilégios, o faraó do Egito, o César romano e o rei cristão medieval apropriaram-se do poder identificando-se com seu próprio corpo e se tornando intermediários entre os indivíduos e Deus, ou intérpretes da Suprema Razão.
               Identificando com determinada pessoa ou grupo, o poder personalizado não é legitimado pelo consentimento da maioria e depende de prestigio e da força dos que possuem. Trata-se da usurpação do poder, que perde o seu lugar público quando é incorporado na figura do governante.
               È importante examinar algumas formas de poder que não se confundem  com as expressões tradicionais de despotismo e de tirania. Trata-se das experiências de totalitarismo  vividas após a Primeira Guerra Mundial e que surgiram em países de elevado grau de cultura e civilização, como a Alemanha, a Itália e a União Soviética.


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