ESCOLA
ESTADUAL PAULO KOBAYASHI.
Curso:
Ensino Médio;
Disciplina:
Filosofia;
Professor:
Idemar Noronha;
Turmas:
1º anos – A – B – C – D;
A
INSTITUCIONALIZAÇÃO DO PODER
A força física é condição
necessária e exclusiva do Estado para o funcionamento da ordem na sociedade,
mas não constitui condição suficiente para a manutenção do poder. O poder
precisa ter legitimidade, que se configura pelo consentimento dos governados.
O inicio desse processo ocorreu
na Idade Moderna, quando o poder político tornou-se institucionalizado, isto é,
estabelecido por meio de leis. Á tese medieval de que todo poder emana de Deus
contrapôs-se a teoria da origem social do pacto feito sob o consentimento dos
indivíduos. O fortalecimento das monarquias nacionais permitiu ao Estada deter
a posse de um território e o tornou apto
para fazer e aplicar leis, recolher impostos, ter exército.
Ao atribuir-se ao Estado o
privilégio do uso da força, retirou-se do individuo, ou de grupos, o papel de
“fazer justiça com as próprias mãos”, o que representou um ganho no processo
civilizatório. As instâncias do poder legitimo passaram a depender do que
chamamos estado de direito, no qual todo julgamento é feito por meio de leis
estabelecidas.
REFLEXÃO DEMOCRATICA
A a palavra democracia é de
origem grega e significa “governo do povo”, “governo de todos os cidadãos”.
Trata-se de uma invenção dos gregos que, além da elaboração teórica,
implantaram o regime democrático na polis. Em Atenas, no século VI a.C., a
ágora – a praça pública – era o local de encontro dos cidadãos, onde se
exercitava a arte de discutir os problemas da cidade. Mas não só: nela estavam,
além das instituições políticas, os tribunais, o templo e o mercado para as
transações comerciais.
a
- ) Conflito;
Para muitos, o conflito
carrega um sentido pejorativo, como algo que devesse ser evitado a qualquer
custo. Ao contrário, divergir é inerente à sociedade pluralísta. A democracia
respeita o pensamento divergente, os múltiplos discursos, bem como admite uma
heterogeneidade essencial. Portanto, o conflito de poderes torna-se inevitável.
Na sociedade democrática, o conflito é trabalhado pela discussão e pelo
confronto: é assim que a história se faz, nessa aventura em que o cidadão se
lança em busca do possível, partindo de dificuldades e imprevistos.
b
- ) Abertura;
Na democracia a informação
circula livremente e a cultura não é privilégio de alguns. A circulação não se
reduz ao mero consumo de informação e cultura, mas pressupõe também a produção
de cultura, que a enriquece. Um povo instruído é um povo que aumenta seu poder
de reivindicação: daí a necessidade da ampla extensão da educação.
c
- ) Rotatividade;
O poder na democracia não privilegia
grupo ou classe, mas permite que todos os setores da sociedade sejam
legitimamente representados. Por isso o filosofo francês Claude Lefort diz que
o lugar do poder é o lugar vazio, ou seja, é o lugar com o qual ninguém pode se
identificar para que seja exercido transitoriamente.
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