ESCOLA
ESTADUAL PAULO KOBAYASHI
Curso:
Ensino Fundamental II;
Disciplina:
História;
Professor:
Idemar Noronha;
Turmas:
9º ano A – B – C;
ÁFRICA: GUERRAS DE INDEPENDÊNCIA
.
O processo de descolonização na
África transformou em palco de violentas guerras. A maioria das nações que
surgiram não conseguiu superar a miséria produzida por décadas de colonização,
apesar de contarem com grandes fontes de riquezas naturais e produtos
agrícolas.
CONGO BELGA
Na década de 1870, cerca de
100 diferentes etnias viviam na Bacia do Rio Congo, na África Central. Foi
quando um agente britânico, financiado pela coroa belga, negociou com os chefes
locais o direito de exploração dessas terras, ricas em seringais. Em 1885, na Conferencia
de Berlim, a região tornou-se propriedade privada do rei da Bélgica,
Leopoldo II. Usando a população local como mão de obra escravizada, ele passou
a extrair e comercializar suas riquezas naturais, especialmente a borracha.
Companhia privadas belgas e inglesas também participavam da exploração,
transferindo parte dos lucros para o monarca.
A escravidão no Congo era
extremamente violenta. Se os escravos não fornecessem a quantia de látex ou
outros produtos exigidas pelos exploradores, suas aldeias eram destruídas, e
seus familiares castigados com mutilações, fome, estupros e até a morte.
Missionários católicos foram grandes aliados na dominação e exploração do
Congo, justificando a atuação dos colonizadores como uma missão civilizadora.
Em 1908, diante das denuncias de abuso, Leopoldo II foi obrigado a ceder seus
direitos para a Bélgica, transformando a região em colônia daquele país. A
exploração foi mantida, mas agora sob a proteção das instituições oficiais do
governo.
Apesar da dura repressão, a
população congolesa resistiu à exploração. Entre os anos 1930 e 1940,
explodiram várias greves e rebeliões de trabalhadores agrícolas, mineradores,
operários e estivadores. Membros de diversas etnias se unias na luta contra
maus-tratos, discriminação racial e exploração no trabalho.
Nesse contexto, movimentos
populares de libertação foram se formando. No final dos anos 1950, destacou-se
o Movimento Nacional Congolês, liderado pelo socialista Patrice Lomumba.
Sob pressão popular, o governo
belga acabou assinando a independência do Congo em junho de 1960, quando
Patrice Lumumba foi eleito primeiro-ministro. Em setembro porém, forças
opositoras o derrubaram e, no inicio de 1961, ele foi executado. A partir de
então, diferentes grupos passaram a disputar o poder político, dando inicio a
uma longa guerra civil que ainda hoje assola o país.
Nas décadas seguintes à
independência, as riquezas minerais do Congo atraíram os interesses dos Estados
Unidos, da China, e da França. Aproveitando-se das enormes carência do país
africano, essas nações exerceram grande influência sobre seus governos.
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