Atividade de Filosofia do 1º ano - A -B - C - D Professor Idemar Noronha;
ESCOLA
ESTADUAL PAULO KOBAYASHI
Curso:
Ensino Médio;
Disciplina:
Filosofia;
Professor:
Idemar Noronha;
Turmas: 1º
Ano - A – B – C - D ;
DIREITOS HUMANOS
Em 10 de
dezembro de 2008, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60 anos de
idade. Mas os direitos e as garantias fundamentais estabelecidos em seus 30
artigos parecem, ainda hoje, um pálido ideal a ser conquistado num futuro ainda
longínquo. Basta uma rápida olhada ao redor para constatar que os direitos
humanos são cotidianamente desrespeitados e negados a grande parte da população
do planeta, a começar pelo artigo 1º da Declaração: “Todas as pessoas nascem
livres e iguais em dignidade e direitos”.
Além de tal
desrespeito, os direitos humanos ainda são vistos por muitos com enormes
desconfianças: para uns não passam de “direitos de bandidos”; para outros,
trata-se de uma invenção hipócrita do Ocidente, cujo verdadeiro objetivo não
seria garantir direitos, mas sim expandir os valores europeus e liberais,
impondo-os arbitrariamente aos mais distantes e diferentes rincões do planeta,
em desrespeito às diversidades culturais e tradicionais milenares.
A discussão
a sobre direitos humanos não pode ser reduzida a esses termos, sob o risco de
ser empobrecida. É preciso levar em conta o amplo leque das conquistas
realizadas em boa parte do planeta nos últimos 60 anos e no Brasil nas últimas
três décadas. Sem esquecer, claro, dos direitos ainda a serem conquistados.
DIREITOS HUMANOS PARA
QUEM
Direitos Humanos: para todos os seres humanos. Mas o
que è ser humano? Muitos já fizeram essa pergunta, respondendo de forma
clássica: “somos animais racionais”, temos dúvidas quanto à clareza e precisão
dessa definição, haja vista a dificuldade de encontrar uma característica
especifica e definitiva que nos distinga de todos os outros seres. Vejamos o
comentário divertido do filósofo Comte-Sponville:
O que é ser homem? Resposta é o que não
faltam na história da filosofia. É o homem um animal político, como queria
Aristóteles? Um animal falante. Como também ele dizia? Um animal de duas patas
sem penas, como afirmava com graça Platão? Um animal razoável, como pensavam os
estoicos e depois os escolásticos? Um ser que ri (Rabelais), que pensa
(Descartes), que julga (Kant), que trabalha (Marx), que cria (Bergson)? Nenhuma
dessas resposta, nem a soma delas, me parece satisfatória.
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